sábado, 30 de janeiro de 2010
Apego...
Numa palestra outro dia um bombeiro disse que as pessoas que sobrevivem a um incêndio, a um naufrágio ou a alguma outra tragédia sempre tinham motivos para voltar para casa. Talvez sobreviver tenha mesmo uma relação direta com apego, com saudade ou com um senso de fazer parte de algo. (...)
Esta crônica vai mexer muito com você. Duvide e acesse:
http://literbra.blogspot.com/2010/01/desapego-saudade-blog-do-duilio.html
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Bazar da Letras - SESC - / Cláudio Portella (convidado)
e/d mediador Carlos Roberto Vazconcelos e e o escritor convidado Cláudio Portella.-
Escritor Cláudio Portella
e/d - Abracistas Inês Ramalho e Lucinha (Coordenadora do "Abraço" )
e/d - Haroldo Felinto ( presidente da ACE - Associação Cearense de Escritores ) e Eudismar Mendes atriz e escritora.
não tenho mais idade de fugir
de morar onde não moras
Pois só perdes para jacaré no pinote
E, eu, sumo- sacerdote,
adoenço se não ouvir "Surra de Chicote"
no décimo andar do Jalcy
Fortaleza...
Saiba mais sobre o escritor Cláudio Portela:
http://www.revista.agulha.nom.br/cportella.html
Trova - Leitura / Airton Soares
A leitura nos ensina
a separar o joio do trigo
para que no campo da vida,
floresça homem e não mendigo.
Airton SoaresTem rapariga aí? - Texto de Ariano Suassuna
‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão.Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero).
As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam).
Biografia de Ariano Suassuna
Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas.
Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:
Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo.
O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental.
As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde.
Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem.
Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
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CRÉDITOS PARA O BLOG CULTURA NORDESTINA
Texto singelo / Enviado por Carlos Roberto Vazconcelos
Gente, estou num daqueles dias em que o passado vem me visitar. Como diz Paulinho da Viola: "Eu não vivo do passado, o passado é que mora em mim". São experiências que vivi, agradáveis ou não. Negá-las é impossível -- é mentir pra si mesma! Bateu uma saudade danada dos bailinhos de improviso na casa de colegas da rua...
O que me trouxe essa lembrança foi o casamento de Aninha (Juliana Boller) com Ricardo (Guilherme Berenguer), em Paraíso. A palavra certa para definir a festa caiu em desuso, mas não consigo arranjar outra: singela. Tudo muito simples, sem malícia, tão transparente... A leitora pode não acreditar que um dia foi assim, mas eu juro que é verdade!
Jogávamos peteca na rua (valha-me Deus), 15 ou 20 moças e moços. Olhando para trás, agora, percebo como éramos inocentes. Não se trata de idealizar o passado -- era assim mesmo. Quando queríamos dançar, afastávamos os móveis da sala, ligávamos o toca-discos (valha-me Deus outra vez!) e passávamos horas ali. Não tínhamos vergonha de nossos pais, como hoje os moços têm.
Hoje, os pais nem podem participar das brincadeiras dos filhos. Nossos pais entravam na dança, o ritmo era o mesmo deles: samba, bolero, valsa. Não escondiámos nada. Ninguém bebia, a não ser limonada. Drogas? Nem sabíamos da existência. Sexo? Tá louca? Muitos casamentos saíram de bailinhos iguais ao da Aninha -- simples, verdadeiros. O mundo era nossa rua!
Lá, conheci o primeiro homem da minha vida. Mas eu era a única inquieta, como a ovelha que abandona o rebanho. Eu queria ver o mundo lá fora. Fui, deixei o amor sereno em busca de um sonho. Consegui, mas até hoje não sei se valeu a pena. Não ligue, cara leitora, é um ataque de saudade... só isso.
Xênia
O escritor J.D. Salinger morre aos 91 anos
folha Online, 28/01/2010
O escritor J.D. Salinger morreu aos 91 anos, "de causas naturais", em sua casa em New Hampshire, nos EUA.
Recluso havia muitos anos, o escritor não dava entrevistas desde 1980 nem se deixava fotografar.
Salinger tem livro ainda inédito em português
Leia repercussão da morte do escritor J.D. Salinger
Confira as obras de J.D. Salinger publicadas no Brasil
Obra-prima é manual do desajustado, diz professor; ouça
O seu livro mais conhecido, "O Apanhador no Campo de Centeio", foi lançado em 1951, quando ele tinha 32 anos.
| Reprodução |
| Escritor J. D. Salinger, de "O Apanhador no Campo de Centeio", aos 44 anos |
O personagem principal do livro, o adolescente Holden Caufield, se tornou símbolo da geração de jovens do pós-guerra.
A obra foi um sucesso mundial, e vendeu mais de 60 milhões de cópias em todo o globo.
O anúncio da morte foi feito pelo filho do autor, a partir de um comunicado emitido pelo representante literário de Salinger, nesta quinta-feira.
Quatro décadas sem publicar
Jerome David Salinger completou 91 anos no último dia 1º. Ele estava sem publicar um trabalho havia mais de quatro décadas.
"Amo escrever", disse Salinger em 1974, em uma de suas raras entrevistas, ao jornal "The New York Times". "Mas, só escrevo para mim mesmo e para o meu prazer."
O último trabalho literário publicado assinado por ele foi "Hapworth 16, 1924", em junho de 1965.
O autor, filho de um judeu importador de queijos kosher e de uma escocesa-irlandesa que se converteu ao judaísmo, cresceu em um apartamento da Park Avenue, em Manhattan, estudou durante três anos na Academia Militar de Valley Forge e em 1939, pouco antes de ser enviado à guerra, estudou contos na Universidade de Columbia.
Durante a Segunda Guerra Mundial ele se alistou na infantaria, e esteve envolvido com a invasão da Normandia. Os companheiros de exército de Salinger o consideravam corajoso, um verdadeiro herói.
| Reprodução | ||
| J.D. Salinger na capa da "Time" em setembro de 1961 |
Em relação a outros escritores, Salinger classificou Ernest Hemingway (1899-1961), que conheceu em Paris, e John Steinbeck (1902-1968) como de segunda categoria, mas expressou sua admiração por Herman Melville (1819-1891).
Em 1945, Salinger casou-se com uma médica francesa chamada Sylvia, de quem se divorciou e, em 1955, casou-se com Claire Douglas, união que também terminou em divórcio em 1967, quando se acentuou a reclusão do escritor em seu mundo privado e seu interesse pelo budismo zen.
Salinger namorou durante algum tempo, na década de 1980, a atriz Elaine Joyce, e no final daquela década se casou com a enfermeira Colleen O'Neill, 45 anos mais jovem que o autor. Pouco se sabe sobre a vida conjugal do casal, pois Colleen adotou o código de silêncio de seu marido, e não concedia entrevistas.
Os primeiros contos de Salinger foram publicados em revistas como "Story", "Saturday Evening Post", "Esquire" e "The New Yorker" na década de 1940, e o primeiro romance "O Apanhador no Campo de Centeio" transformou-se imediatamente em sucesso e lhe consagrou aos olhos da crítica internacional.
Os outros livros dele editados no Brasil são as coleções de contos "Nove Estórias" e "Franny & Zooey" e dois pequenos romances reunidos em "Carpinteiros, Levantai Bem Alto a Cumeeira; Seymour - Uma Introdução".
Muitas das histórias reunidas nessas obras tem como personagens centrais a família Glass, cujos filhos foram crianças prodígios e os pais, artistas.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Oficina CRESCE - Prof. Bivar - 60 anos
Trova - Saco Plástico / Airton Soares
Se vai às compras ou a passeio,
saco de plástico evitar.
A terra, de saco cheio,
já deu o que tinha que dar. AS
domingo, 13 de dezembro de 2009
Índios escritores resgatam sua história
Tradição é compartilhada com alunos nas escolas e registrada em livros
José Maria Mayrink
Daniel Munduruku, ou Derpó, que em sua língua nativa significa Peixe Maluco, é um dos pioneiros desse esforço editorial. Ao lado de guerreiros como Marcos Terena, Kaká Werá, Aílton Krenak, Darlene Taukane, Eliane Potiguara e dezenas de outros autores que aparecem num catálogo literário organizado por entidades de defesa dos bens e direitos sociais dos índios, Daniel ajuda a espalhar a produção intelectual de seus parentes, pelo Brasil e no exterior.
UMA SAUDAÇÃO
A tradição e a cultura indígena também são compartilhadas com as crianças nas escolas. "Xibat?", pergunta o índio escritor-professor a uma turma de alunos da Escola Lourenço Castanho, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo, na manhã de uma sexta-feira de novembro. Os meninos e meninas, de 8 a 10 anos, que no início do encontro tinham ouvido de Daniel uma saudação em língua indígena, logo traduzida para o português, não entenderam nada. Todos sorriam, esperando a tradução de mais essa palavra.
"Tudo bem? Tudo legal? Tudo joia? Tudo porreta?", traduziu o índio, despejando uma enxurrada de gírias para quebrar o gelo. Depois contou que, na aldeia, ninguém se cumprimenta com beijos e abraços, mas só com uma saudação simples como xibat, olhando nos olhos, porque, como dizem os ancestrais, "o olho é a única parte do corpo que não mente". Explicou que Munduruku quer dizer Formiga Guerreira ou Gigante, um nome que, com um significado desse, só pode dar orgulho a seu povo. A criançada prestou a maior atenção.
"Meu povo, que vive na floresta há séculos, entrou em contato com os não índios há uns 300 anos. Aprendeu a usar roupa quando lhe disseram que era pecado andar pelado, balançando os balangandãs. Aprendeu a comer alimentos, como o macarrão, que não faziam parte de sua tradição. Os índios comiam mandioca, anta, farinha, peixe. Os índios, que falavam sua língua tradicional, tiveram de aprender o português. Os povos indígenas, que falam 180 línguas nas diversas regiões do País, agora são bilíngues."
Não havia como não prestar atenção. O horário reservado para a palestra estourou, porque Daniel cativou os alunos. Fez provocações engraçadas, riu, gritou alto de assustar até os adultos, cantou, ensaiou passos de dança, pintou a cara com tinta de jenipapo e de urucum, pôs um cocar de chefe na cabeça e um colar de festa no pescoço. Assumiu a identidade da aldeia ao relembrar a cultura dos ancestrais, mas deixou claro que fazia concessões à modernidade. Para divulgar a história dos índios e defender seus direitos, tem um blog na internet e se comunica por e-mail e por telefone celular.
"O povo indígena é um povo humano, que tem raiva, alegria, amor e ciúme", disse Daniel, citando sentimentos que acompanham seus personagens. Ao descrever as aventuras de seus parentes - com namoros, casamentos, caçadas, guerras e alianças de paz - ele utiliza palavras atuais, como garoto, rapaz e moça. Tudo com poesia e figuras simbólicas, mas sem aquela linguagem tipo "virgem dos lábios de mel" com que José de Alencar se referia a Iracema.
Derpó Munduruku, que hoje se orgulha desse nome, mesmo atendendo pelo registro civil que o rebatizou como Daniel, confessa que já sentiu vergonha de suas origens, quando era discriminado por causa da imagem que o índio tinha. "Além de considerar que o índio era preguiçoso e feio, diziam que ele atrapalha o progresso, pois tem muita terra e não sabe o que fazer com ela."
Daniel queria ser bombeiro ou astronauta, não queria ser visto como um selvagem. "Agora, tenho consciência de minha identidade e gosto dela: sou um brasileiro-índio." E, quando ele lembrou que existem brasileiros brancos, negros, japoneses, italianos e cidadãos de muitas outras ascendências que nem por isso são menos brasileiros, todos entenderam.
"Xibat?", perguntou o índio. "Xibat", respondeu a criançada em coro.
Fonte: Jornal O Estação - 13/12/2009
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091213/not_imp481093,0.php
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Blog da Marina Menestrel
Amigos abraceiros,
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Poesia - OLHANDO O MAR
Primeiro Lugar No Concurso Nacional de Poesia
Em Rio Claro São Paulo.
OLHANDO O MAR
SoniaNogueira
Olhado as ondas em igual tortura
O pensamento pousa embevecida
No sonho mudo de eterna mistura
Contemplação outrora indefinida
*
A visão fixa acompanha o bailado
Do líquido ondulado que flutua
Num vai e vem em hino copulado
De letra e canção sonata e lua
*
O sol declina no ocaso indiscreto
Na ânsia incontida de perenizar
Ao menos o fito da lua enamorada
Platônico amor da sina ao ocultar
*
Do sonho pretérito, acobertado
Distando o coração exilado mudo
Deserto de miragens sono e fado
Roçando o coração frágil facundo
*
Toda emoção envolta na penumbra
Dormita num suave pesadelo
Abrindo confissão em vão desaba
Lágrima e riso flutuam em duelo
*
O vento uiva na imensidão do ocaso
Na face, a brisa ativa sonho infantes
Sem validade vencida em curto prazo
De paixões que nunca foram amantes
*
À noite dormitando disfarçada
Murmura em oração qual romeiro
A voz no meu peito se amordaça
No tempo trágico infiel traiçoeiro
*
terça-feira, 17 de novembro de 2009
aBUNDância
Sobre: UMA BURCA PARA GEISY - Miguezim de Princesa
Lilian Ramos já mostrou
ao lado de um presidente
Juliana Paz também mostrou
e agradou muita gente!
Mas pobre é uma desgraça
nem o priquito tem graça
Será que é diferente? [ Dalinha Catunda ]
.
Num tem nada diferente
Só o que muda é o tamanho,
Mas o que agrada mesmo a gente
Digo aqui e num me acanho
É o rebolado do “ente”
Perfumoso após o banho [ Airton Soares ]
UMA BURCA PARA GEISY
Miguezim de Princesa
I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.
II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"
III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!
IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.
V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"
VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.
VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.
VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.
IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.
X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
|||... comentário...||| vida e morte... NICOTINA
Recebi e Agra
..................... de
.............................ço
Com as oiça ligada
E o faro fumaçano
Esta poeta prendada
Vai dançano e cantano
Afora pela estrada
Verso sagrado e profano. [ AS ]
A cordelista Ipueirense (Ceará) Dalinha Catunda, comenta minha poesia
vida e morte... NICOTINA
dalinhaac@gmail.com [www.cantinhodadalinha.blogspot.com]
No fumo não vejo graça
Meu estimado amigo,
O fumo é mesmo cruel
Leva todos pro buraco
Independente do papel.
No fumo não vejo graça
Apenas atrai desgraça
Que amarga como fel.
Fumante não sabe o que faz
Se sabe não quer saber.
E acaba levando fumo
Pois sua sina é morrer.
No fumo não vejo graça
Apenas atrai desgraça
Você está feio de Saber! [ Dalinha Catunda ]
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
vida e morte... NICOTINA
Por Airton Soares
Mesmo que você tenha
Um pulmão de Tarzan
E que pitar pra Jane é chique
Sem isso não tem elã
Prestenção e ciente fique
Fuja logo desse "fã"
que leva você a pique
Tal qual a Mara Manzan
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
CORDEL - Ceará em Belo Horizonte
Poetas divulgam cultura do cordel
Diário do Nordeste - Regional - 12/11/2009
Crato. Os poetas cratenses Edésio Batista e Josenir Lacerda participaram da 7ª edição do Projeto Livro de Graça na Praça, realizado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, como coautores do livro "SEGREDO", que reúne contos, crônicas e cordéis de 18 escritores e poetas de vários Estados do Brasil. Edésio escreveu o cordel "Uma História Curiosa", enquanto Josenir contou "O Segredo de Marina".
Além dos dois cordéis, o Crato se fez presente com o lançamento do cordel, em Braille, "Do selo lambido ao ponto com", de autoria do professor Ulisses Germano Leite Rolim em parceria com o idealizador do projeto "Livro na Praça", José Mauro da Costa. A obra foi patrocinada pelo Instituto Benjamin Constant para marcar a comemoração dos 200 anos do alfabeto Braille.
Este ano, o projeto promoveu quatro lançamentos: "Segredo", para o público adulto; "Descobri!", dirigido ao público infanto-juvenil; e os cordéis "Do Selo Lambido ao Ponto Com" e "Corpo de Bombeiros". A corporação prestigiou o acontecimento com a presença de sua banda de música. O evento é uma das principais atrações da agenda cultural da capital mineira.
Mais Informações:
Academia dos Cordelistas do Crato
Praça Cel. Filemon Teles, S/N
(88) 3523.3947
(88) 3523.4442
CUIDE BEM DO SEU JARDIM
Por Airton Soares
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Um livro pode ser nosso sem nos pertencer.
Só um livro lido nos pertence realmente.
= = = = = = = = = = = = = = = = = = Eno Teodoro Wanke
Ao ler a frase acima [ Meditem o que eles disseram. - jP – LV 041109 ], incontinenti, lembrei-me desta: “QUANDO MAIS ALGUÉM CUIDA DE SEU JARDIM , MENOS ELE LHE PERTENCE.”
Só há sentimento de pertença se houver a prática do conhecer. Ter conhecimento é saber que a “coisa” meramente... existe. Conhecer é diferente: é saber porque essa “coisa” existe e extrair dela novas experiências de “jardinagem”.
Quanto mais a “empregada” [ tecnologia!] cuidar sozinha da nossa morada, maior será a distância de nós mesmos.
É verdade que os objetos, e as ferramentas que nos cercam são a extensão do nosso corpo e, como tal, impregnada de apego e simbologia, no entanto, não dê vida a essa extensão. Dê-lhe sentido!
Plantemos com sabedoria o grão do conhecimento.
Jardinemo-nos enquanto o sol brilha. A noite é longa!
sábado, 7 de novembro de 2009
Ramirez comenta
Ramirez Gurgel comenta crônica UM TIPO INESQUECÍVEL, de Vazconcelos
Caro Carlos,A Literatura nos fornece emoções tão diversificadas quanto as digitais de nossa espécie. É inesgotável fonte de acesso às coisas simples e corriqueiras, e ao subterrâneo de nossa consciência. Georges Bataille diz que, “[...] sendo inorgânica, a literatura é irresponsável. Nada pesa sobre ela. Pode dizer tudo.”. Podemos, então, argumentar em favor de uma literatura engajada. Uma literatura que priorize a transformação positiva da sociedade.
Uma transformação que se oriente por algo semelhante à “transmutação de todos os valores”, de que tanto nos fala Nietzsche (apesar de ser um anti-revolucionário, me afino com suas palavras).
No entanto, mais importante que saber qual deva ser o caminho que a Literatura deve trilhar, é saber que ela é pode e deve trilhar todos os caminhos.
Ela pode ser livre ou engajada.
Ela pode tudo!
Pode falar de coisas etéreas, feito o fato de ser “[...] o universo paralelo do artista [...] muito mais vasto do que a própria realidade.”, e emocionar com palavras dóceis de carinho e respeito, como: “[...] você mora na minha estante, na minha parede e principalmente na minha memória e no meu coração.”. Parabéns pela sensibilidade!
Abraço,
Ramirez Gurgel"
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Clique AQUI e leia a crônica UM TIPO INESQUECÍVEL (Homenagem ao escritor Fernando Câncio, de autoria de Carlos Roberto Vazconcelos. )
fiapos de CONVERSAS
::: ANSELMO DA ARTE – 89 anos aqui.Anselmo Duarte / foto UOL
• `palma´ pra ele!
• chegada: 21/04/1920
• partida: 07/11/2009
Anselmo Duarte foi o único cineasta brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962, por "O PAGADOR DE PROMESSAS". Baseado no texto teatral de Dias Gomes.
::: CORDA NO PESCOÇO
Estrangeiros colocam a corda no pescoço brasileiro, e quem tem que agir finge não ver. “Cegos” não veem mesmo... Olhe esta manchete: Estrangeiros avançam no álcool brasileiro. Multinacionais adquirem grandes usinas do setor sucroenergético e já têm 20% da produção nacional. Quando abrirmos os olhos... [ Luiz Carlos Prates- Diário Catarinense - 051109 ]
::: ESPERTEZA
“E não adianta falar mal dos políticos se não fazemos a nossa parte. O recado de hoje vai para os taxistas, não todos, claro, mas os que arredondam o valor da corrida a maior, ficando com o troco que por direito é do cliente. Afinal, não é certo o passageiro ter que discutir para ter seu troco correto.”
notAS: faço assim: quando percebo que o valor da corrida vai dar “quebrado”, desço uma ou duas quadras antes. Evito aborrecimento e... economizo!
.
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Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança"
Zeca pagodinho [ Hoje no DN, coluna É do Neno Cavalcante ]
::: CAFÉ e FILOSOFIA
Gratuito! Vagas limitadas! ::: Todas as quintas de novembro, debates e leitura crítica da realidade sob a luz da filosofia com professores e filósofos especialistas.
notAS:
• Aqui você tem a oportunidade de debater a filosofia prática do dia-a-dia;
• Os professores estão orientados para nos repassar conceitos filosóficos sem muito teor acadêmico;
• Recomendo!
12/11
Próximo tema: "O MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO - O belo e o medo em
Shopenhauer"
Com apresentação da Profa. Amanada Melo (Filósofa e Mestranda em
Filosofia - UECE).
No Auditório SESC Centro -1º ANDAR
Rua 24 de maio, 692 – Centro
Horário: 18h às 21h
Informações: 3455 2114 – 3455 2115
FORTALEZA- CEARÁ
- - - -
AS
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Tomate e o LICOPENO

TOMATES COZIDOS SÃO MAIS SAUDÁVEIS
Por Airton Soares
Se você ainda num sabe
Pois fique logo sabeno
Que o tomate bem cozido
Contém muito mais licopeno.
• O nível de licopeno aumenta em 35% depois que o tomate é cozido;
• A substância é conhecida por sua função antioxidante;
• Protege o corpo contra os danos causados pelos radicais livres;
• Age [a substância ] eficazmente na prevenção do câncer.
Já que o recado foi dado
Deixo aqui meu arremate
Use e abuse caro amigo
Das sopinhas de tomate.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
PRÊMIO JABUTI 2009
UOL
Escritor gaúcho Moacyr Scliar recebe o troféu do Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Ficção 2009, por "Manual da Paixão Solitária" (editora Cia das Letras)
"Manual da Paixão Solitária" (Cia. das Letras), de Moacyr Scliar, foi escolhido o Livro do Ano de Ficção no Prêmio Jabuti de 2009. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (4), durante cerimônia na Sala São Paulo. A obra rendeu ao escritor também o prêmio na categoria romance.
O escritor gaúcho já havia recebido o Jabuti na categoria contos, com "O Olho Enigmático", em 1988, e na categoria melhor romance em 1993, por "Sonhos Tropicais".
A categoria Livro do Ano Não-Ficção da 51ª edição da premiação ficou com "Monteiro Lobato: Livro a Livro" (Editora Unesp/Imprensa Oficial), de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini.
O concurso distribui prêmios de R$ 3 mil para os primeiros lugares de cada categoria, além de R$ 6 mil para o primeiro lugar da categoria "Tradução de obra literária Francês-Português".
Os prêmios de Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não-Ficção pagam R$ 30 mil aos seus vencedores.
Durante o evento promovido pela Câmara Brasileira do Livro, foram entregues também os prêmios aos escolhidos nas outras 21 categorias do concurso, que elegeram "Canalha! - Crônicas", de Fabrício Carpinajar, o melhor livro de contos e crônicas, "Dois em Um", Alice Ruiz S., o melhor livro de poesia, "A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim", de Braulio Tavares na categoria livro infantil, entre outros. A edição de 2009 do Jabuti recebeu a inscrição de 2.573 obras.
Veja a seguir a lista completa dos vencedores:
ROMANCE
1º lugar -"Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Companhia das Letras)
2º lugar -"Orfãos do Eldorado", Milton Hatoum (Companhia das Letras)
3º lugar -"Cordilheira", Daniel Galera (Companhia das Letras)
CONTOS E CRÔNICAS
1º lugar -"Canalha! - crônicas", Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
2º lugar -"Ostra feliz não faz pérola", Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
3º lugar -"Os comes e bebes nos velórios das gerais e outras histórias", Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)
REPORTAGEM
1º lugar -"O Livro Amarelo do Terminal", Vanessa Bárbara (Cosac Naify)
2º lugar -"O Sequestro dos Uruguaios - uma Reportagem dos Tempos da Ditadura", Luiz Cláudio Cunha (L&P Editores)
3º lugar -"1968 - o que Fizemos de Nós", Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)
POESIA
1º lugar -"Dois em um", Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)
2º lugar -"Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa", Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
3º lugar -"Cinemateca", Eucanaã Ferraz (Companhia das Letras)
3ºlugar - "Outros barulhos", Reynaldo Bessa (edição do autor)
INFANTIL
1º lugar - "A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim", Braulio Tavares (Editora 34)
2º lugar -"No Risco do Caracol", Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
3º lugar - "Era Outra Vez um Gato Xadrez", Leticia Wierzchowski (Editora Record)
JUVENIL
1º lugar -"O fazedor de velhos", Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
2º lugar -"Cidade dos deitados", Heloisa Prieto (Cosac Naify)
3º lugar -"A distância das coisas", Flávio Carneiro (Edições SM)
ARQUITETURA E URBANISMO, FOTOGRAFIA, COMUNICAÇÃO E ARTES
1º lugar - "Coleção Princesa Isabel - Fotografia do Século XIX", Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora)
2º lugar - "Árvores Notáveis - 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro" (livro e guia de bolsa), Andréa Jakobsson Estúdio Editorial (Andréa Jakobsson Estúdio Editorial)
3º lugar - "Tarsila do Amaral", Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado)
TEORIA/CRÍTICA LITERÁRIA
1º lugar -"Monteiro Lobato: Livro a Livro", Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (Editora Unesp / Imprensa Oficial)
2º lugar -"Pensamento e 'Lirismo Puro' na Poesia de Cecília Meireles", Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)
3º lugar -"Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura", Luciana Hidalgo (Annablume Editora)
PROJETO GRÁFICO
1º lugar -"Fazendas Mineiras", Marcelo Drummond & Marconi Drummond (Cemig)
2º lugar -"A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador", Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)
3º lugar -"Isay Weinfeld", Roberto Cipolla (Bei Editora)
ILUSTRAÇÃO DE LIVRO INFANTIL OU JUVENIL
1º lugar -"O Matador", Odilon Moraes (Editora Leitura) - BH
2º lugar -"De Passagem", Marcelo Cipis (Companhia das Letras)
3º lugar - "Alfabeto de Histórias", Gilles Eduar (Editora Ática)
CIÊNCIAS EXATAS, TECNOLOGIA E INFORMÁTICA
1º lugar - "Introdução à Quimica da Atmosfera - Ciência, Vida e Sobrevivência", Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora)
2º lugar - "Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial", Armando Albertazzi G. Jr. e André R. de Souza (Editora Manole)
3º lugar - "Mapa do Jogo", Lucia Santaella e Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)
EDUCAÇÃO, PSICOLOGIA E PSICANÁLISE
1º lugar -"A Voz e o Tempo", Roberto Gambini (Ateliê Editorial)
2º lugar -"Religiosidade e Psicoterapia", Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)
3º lugar - "Educação à distância: o Estado da Arte", Fredric Michael Litto (Pearson Education do Brasil)
DIDÁTICO E PARADIDÁTICO
1º lugar - "História e Cultura Africana e Afro-Brasileira", Nei Lopes (Barsa Planeta Internacional)
2º lugar - "Meu primeiro álbum de piano solo", Dulce Auriemo (D.A. Produções Artísticas)
2º lugar - "Coleção cidade educadora - Diário de bordo do aluno 1 - Volume Amarelo", Áureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva e Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)
3º lugar - "Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura", Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)
ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS
1º lugar - "Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas", Maria Luisa Mendes Teixeira (organizadora) (Editora Senac São Paulo)
2º lugar -"Estratégia e Competitividade Empresarial - Inovação e Criação de Valor", Luiz Carlos Di Serio e Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)
3º lugar - "Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais", Gilberto Dupas (Editora Unesp)
DIREITO
1º lugar - "Introdução ao Pensamento Jurídico e à Teoria Geral do Direito Privado", Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)
2º lugar -"Execução", José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)
3º lugar -"Código de Processo Civil - Comentado Artigo por Artigo", Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)
3ºlugar - "Atual Panorama da Constituição Federal", Carlos Marcelo Gouveia (Saraiva)
BIOGRAFIA
1º lugar - "O Sol do Brasil", Lilia Moritz Companhia das Letras (Companhia das Letras)
2º lugar -"José Olympio, o Editor e sua Casa", José Mario Pereira (GMT Editores)
3º lugar -"O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle", Humberto Werneck (Cosac Naify)
CAPA
1º lugar - "Moby Dick", Luciana Facchini (Cosac Naify)
2º lugar -"Jovem Stálin", João Baptista da Costa Aguiar (Companhia das Letras)
3º lugar -"Introdução à filosofia", Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)
CIÊNCIAS HUMANAS
1º lugar - "História do Brasil - Uma Interpretação", Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota (Editora Senac São Paulo)
2º lugar - "Veneno Remédio", José Miguel Wisnik (Companhia das Letras)
3º lugar - "A Aparição do Demônio na Fábrica", José de Souza Martins (Editora 34)
CIÊNCIAS NATURAIS E CIÊNCIAS DA SAÚDE
1º lugar - "Fundamentos de Dermatologia", Marcia Ramos-e-Silva e Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)
2º lugar -"Oftalmogeriatria", Marcela Cypel e Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)
3º lugar - "Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia", José Luís Campana Camargo et al (Inpa)
TRADUÇÃO DE OBRA LITERÁRIA FRANCÊS-PORTUGUÊS
1º lugar -"O Conde de Monte Cristo", André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)
2º lugar - "Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada", Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)
3º lugar - "A Elegância do Ouriço", Rosa Freire D'aguiar (Companhia das Letras)
TRADUÇÃO
1º lugar -"A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin", Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).
2º lugar -"Satíricon", Cláudio Aquati (Cosac Naify).
3º lugar -"Os Irmãos Karamázov - 2 Volumes", Paulo Bezerra (Editora 34)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
UM TIPO INESQUECÍVEL
(Homenagem ao escritor Fernando Câncio)
por Carlos Roberto VaZconcelos
Em nossas vidinhas tão efêmeras, conhecemos muitas pessoas. De todas as marcas, feitios e naturezas.
Lembro que as velhas e boas revistas Seleções traziam uma interessante coluna intitulada Meu Tipo Inesquecível. Eram testemunhos de vida, retratos de homens e mulheres que não passaram despercebidos por este mundo, que registraram suas vidas na vida do outro, que se inscreveram para sempre no livro da memória de alguém.
Eu também conheci um tipo inesquecível. Ele poderia tranqüilamente figurar naquela seção da revista americana. Eu iniciava o curso de Letras, na Universidade Estadual do Ceará, quando tomei conhecimento da existência de um grupo de escritores chamado Ceia Literária. Passei a freqüentar aquela agremiação com assiduidade. Particularmente, um dos seus membros muito me chamou a atenção, pela originalidade, espirituosidade e carisma: Fernando Câncio de Araújo, o velho mais jovial que conheci. Ainda hoje, do auge dos seus oitenta e sete anos, se o assunto é idade, responde de pronto:
O que importam meus cabelos brancos, se minha alma ainda faz pipi na cama? Imediatamente lembro outro poeta querido, Mário Quintana:
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu um dia, de repente!
Antonio Carlos Villaça, no seu livro Os Saltimbancos da Porciúncula, descreve Quintana como um velhote buliçoso, que não tinha pose, nenhuma afetação. Era todo leveza, espontaneidade, fluidez, comunicabilidade modesta. Fernando Câncio também é assim.
Certa vez, saíamos de uma reunião da Ceia Literária, num edifício da rua Liberato Barroso. O elevador, lotado, o Fernando, gordo. Todos esquivos para não pisar um pé alheio e empenhados em manter a devida distância do patrimônio do outro. O poeta observou que alguém entrara por último e quase espremido pela porta. Lá embaixo, quando a bendita porta se abriu e acabou-se o sufoco, Fernando não se conteve e desferiu para riso geral: O elevador é um dos poucos lugares onde se faz valer aquela lei de Deus: Os últimos serão os primeiros.
Fernando Cursou as “primeiras e únicas letras” (como faz questão de esclarecer), no Grupo Escolar da Fênix Caixeral. Na verdade, cursou até o 4° ano primário, mas considera-se autodidata. Aprendeu a ler e nunca mais quis se separar dos livros. Leu os grandes clássicos cearenses, brasileiros e estrangeiros. Escreveu inúmeros livros, alguns com títulos intencionalmente esdrúxulos e quilométricos (que nada têm a ver com o conteúdo), apenas para roubar a atenção: Os Sapos do Castelo de Montserrat ou As Aventuras de um Lagostim Daltônico.
Fernando foi durante anos o gerente do Cine Art. Sucedeu-se por dezoito anos no cargo de presidente da UBT (União Brasileira de Trovadores) e se dependesse dos sócios permaneceria por mais dezoito. Marcou história no comando dessa agremiação. De todos os gêneros, o que mais lhe dá satisfação é a Trova, sendo ele um dos melhores destas terras, na maravilhosa arte dos quatro versos.
Querem ver?
Saudades, marcas doridas
De um momento que passou
Bandeirinhas coloridas
Que o tempo nunca rasgou
ou
Era um poeta de mão cheia,
Hippie, cabelos revoltos...
Só poetava na cadeia
Detestava versos soltos
Fernando Câncio é também um exímio recitador. Uma vez no palco, contagia a plateia com o carisma e a desenvoltura de um mestre. Certo dia, comprovando a tese de que a criatura pode tornar-se independente do criador, criou Hortência, a amiguinha de infância transformada na mulher sonhada... Boquinha de forno...! Forno! Jacarandá! E Hortência virava lágrimas... de uma saudade perdida? de uma lembrança imaginada? É que o universo paralelo do artista é muito mais vasto do que a própria realidade.
Confessou-me um dia que nunca mais recitaria Hortência. A personagem havia crescido dentro dele, estava se exteriorizando, tomando conta de seu coração, fazendo-o chorar em público. Hortência passou a existir, definitivamente. Não mais nas páginas amareladas do livro, mas na lucidez de sua memória, como ser concreto, como parte de seu passado, mulher de carne e osso.
Enfim, Fernando Câncio é uma dessas raras pessoas a quem temos orgulho de conhecer. Sua grandeza está na simplicidade. Por isso, para falar sobre ele temos que usar palavras simples, despojadas de vaidade, mas carregadas de valor.
Algumas vezes fui visitá-lo, na rua Floriano Peixoto, 1964. Usufruí momentos de gratificante conversa. Dona Zilnah, sua falecida esposa, de saudosa memória, também sempre muito solícita. Uma tarde, saí rumo àquela rua. Não para visitar o Fernando, que o horário não era propício, mas apenas para levar-lhe uns doces. A casa estava silenciosa e tristonha. Bati. A secretária veio atender pelo muro do jardim. Contou-me que dona Zilnah já não estava mais entre nós. Senti o golpe. Desagradável surpresa. Eu estava a caminho de um sebo, localizado na Aldeota. Dentro do carro, larguei-me a refletir sobre o mistério doloroso da morte e os sentimentos a que ela nos remete. Mais tarde, garimpando livros, saltou-me aos olhos o Meu Nome é Saudade, de Fernando Câncio, que é dedicado justamente à Dona Zilnah. Quanta coincidência! Não poderia deixar de adquiri-lo, em sua 1ª edição, de 1979. Este mesmo que está repousando aqui ao meu lado, com autógrafo do autor.
Fernando Câncio também é pintor. Na parede do meu apartamento, um óleo sobre tela, feito especialmente para a capa da coletânea Ceia Maior, em comemoração aos dezoito anos do grupo Ceia Literária. Fernando Câncio, você mora na minha estante, na minha parede e principalmente na minha memória e no meu coração.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
DNA - Desfiando Notas de Aula
E EU LÁ SABIA!
semântica
Por Airton Soares "AS"
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"Sem fiscalização,
cresce gasto do
palnalto com cartão
- - - - - - - - - - - - - - - - Entre janeiro e setembro de 2009, os gastos sigilosos do Planalto com cartões de crédito corporativos somaram R$ 5,3 milhões. [...] DEVE-SE A INFORMAÇÃO aos repórteres Edson Luiz e Izabelle Torres." [...] Blog do Josias, Folha, 271009.
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Espere! Quer dizer que devo uma informação e que tenho de pagar esta informação? Neste caso estou obrigado a...?
Não é bem assim: Neste contexto o verbo dever tem o sentido de estar em agradecimento. Agradecemos – a essa informação – aos repórteres.... ver a acepção nº 4 do dicionário Aurélio Eletrônico.”Estar obrigado; estar em agradecimento: Deve todo o seu saber ao mestre.”
notAS: a dívida existe, mas não se trata de uma dívida monetária.
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AS - Aprendizagem Significativa
domingo, 25 de outubro de 2009
no meu TEMPO...
Mudemos o discurso. Deixemos que o nosso espírito – atemporal e livremente – fale sobre o seu tempo, no tempo que ele quiser.
Curta o passado, sonhe futuros, mas tudo AQUI-E-AGORA!
Quando dizemos “NO MEU TEMPO” estamos dizendo, nas entrelinhas, que este tempo/espaço “já era!” E não é bem assim... Não é mesmo!
Viva..Sonhe!
Don't Let It Die
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PAI – Palestrante, Ator, Instrutor…”AS”
http://airton.soares.zip.net
sábado, 24 de outubro de 2009
Vírus comportamental
Por Airton Soares
• Fulano tá sumido... Nunca mais deu as caras! Já sei! Só pode ser isso!
• “Na certa”, “com certeza”, “só pode ser isso” e tantas outras expressões deste quilate, sem que as percebamos no dia-a-dia, nos conduzem à posição de falantes “donos da verdade”.
• Julgamos a tudo e a todos baseado em pistas... inferências. Somos craques no G eneralizar, O mitir, D istorcer [ `GOD´= O deus nos acuda da comunicação] e colorir fatos, ocorrências nem sempre ocorridas, causando enormes e irreparáveis buracos na camada `ozonosférica´ relacional.
• Maldade da raça? Não sei. Talvez Freud e/ou o Papa expliquem, mas uma coisa é certa: PODE SER ISSO! E acredito que tem muito a ver com a nossa história de vida, ambiência cultural, valores, etc. Enfim... nosso jeitão de olhar e estar no mundo.
• Por isso, deletemos o “SPSI” das nossas relações afetivas e profissionais; instalemos já – em nosso juízo - com a opção de atualização automática, o anti-vírus “PSI” = PODE SER ISSO e vivamos melhor.
• A vida é curta. Aproveitemo-la!
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PAI – Poeta-Ator-Instrutor...”AS”
Ipu - Ceará [1952]... Fortaleza ou...[só Ele sabe!]...
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
TEATRO: grupo CRESCE, do Abraço Literário [ SESC ]
TEATRO: grupo CRESCE
Airton Soares [ no papel de vendedor de milho]
Bazar das LETRAS - DILMAR MIRANDA
terça-feira, 20 de outubro de 2009
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
INÊS RAMALHO
Nasceu em Quixadá-CE.
É alucinada por leituras.
Já leu cerca de 900 livros.
No mês de maio de 2009 foi agraciada com o convite do professor e escritor Carlos Roberto Vazconcelos para conhecer o grupo Abraço Literário, no SESC.
Emocionada diz: "Não encontro palavras para descrever meu encantamento. São pessoas cultas, de sensibilidade e humildade sem igual.
Parabéns a todos que compõem o grupo.
Já me sinto uma delas (tamanha ousadia a minha). É que fico orgulhosa em participar desse abraço.
Agradeço também à Eudismar Mendes, outra pessoa responsável pelo meu ingresso no Abraço Literário."






Estivemos (eu a Inês e o Silas) no lançamento do livro Galiléia, do Ronaldo Correia de Brito, no Centro Cultural BNB. Ele merece o prêmio. Sua literatura está entre o que há de melhor no momento. Inclusive, não deixem de ler seu livro de contos intitulado Faca.
Grande abraço.
Carlos Vazconcelos
8 de Agosto de 2009 03:32